Sistemas de Informação em Turismo
Os sistemas de informação de apoio à actividade turística, também designados por Sistemas de Informação Turísticos (SIT), são críticos para o sucesso das organizações turísticas. Os SIT têm características especiais, devido ao tipo de informação que gerem, ou seja, a informação turística está constantemente a ser alterada, as componentes de uma viagem têm de ser acessíveis para outros devido à natureza complementar dos vários produtos turísticos, a informação tem de ser facilmente acedida a partir de vários pontos do globo e devido à intangibilidade dos produtos turísticos aumenta a necessidade de informação. Estes sistemas permitem aumentar a produtividade e a eficiência da distribuição de informação enquanto também possibilitam a diminuição de custos.
Contudo, têm emergido sites na Internet, que recorrem a sistemas de informação turísticos, cuja finalidade não é a venda ou compra de informação mas a divulgação de informação turística, complementar ao processo de compra de componentes de uma viagem.
Exemplo de tipos de SIT:
CRS - Estes sistemas tinham como objectivo a planificação de viagens e permitiam guardar, tratar e apresentar informações referentes às companhias aéreas, contudo, também são destinados a apresentar e vender uma componente de viagem
GDS - Incluem informação referente a alojamentos e a aluguer de automóveis, bem como o aumento a cobertura geográfica da informação.
IDS - Apresentam-se como um canal directo com o turista, onde é possível reservar e comprar serviços turísticos directamente ao fornecedor.
DMS – São sistemas utilizados pelas organizações que gerem os destinos turísticos, devem ter a faculdade de providenciar informação directamente para os consumidores e a capacidade para desenvolver laços entre os agentes e os utilizadores finais.
DSS (SAD) - São sistemas destinados ao processo de tomada de decisão, quer para profissionais quer para investigadores, onde apresentam indicadores que reflectem o comportamento da actividade turística.
CRM - Permitem efectuar a gestão de relações com os clientes, planeamento de viagens, de comparações de preços, de gestão de relações sociais ou designados por redes sociais, avaliação de outros sites, motores de busca de informação, entre outros.
Tendências actuais e emergentes no Sistema de Distribuição
Tanto as tendências já existentes, como aquelas que vão emergindo estão relacionadas com a globalização, com os novos hábitos, as novas mentalidades, os novos consumos, a necessidade de novas sensações, entre outras. Pelo que, estes factores também estão a motivar o desenvolvimento de novas estratégias na área do marketing relacional.
Por outro lado, a Internet é caracterizada por ser uma excelente plataforma de comunicação, permitindo aos profissionais do sector a oportunidade de apresentar os seus produtos de forma diferenciada e, aos turistas a oportunidade de escolher as características das suas viagens, de acordo com as suas preferências. O seu surgimento, provocou alterações na forma de processamento da distribuição dos produtos turísticos, que passou a ser efectuada através de meios electrónicos, e passou a ser designada por “Distribuição electrónica em Turismo” definida como “a gestão de todos os canais electrónicos da distribuição” (Hedna, 2007).
Deste modo, a distribuição electrónica em turismo apresenta implicações estratégicas, pois os clientes terão mais conhecimento/informação sobre os produtos/serviços e destinos, o que lhes permite terem um envolvimento muito maior no planeamento das suas viagens, na construção dos seus próprios itinerários e na compra dos seus serviços turísticos através de comércio electrónico.
Com todas as alterações que têm vindo a surgir, os intermediários apresentam uma clara tendência para serem eliminados, o que aumenta a importância de conhecer e satisfazer as necessidades dos seus clientes, de forma a aumentar a sua fidelização. Assim sendo, a parceria desenvolvida entre o turismo e a Internet, tem revolucionado a forma de funcionamento do canal de distribuição turística, obrigando à reavaliação dos seus intervenientes.
Ferramentas de Distribuição Electrónica
A Distribuição Electrónica em Turismo transformou-se num dos factores mais críticos para a competitividade dos destinos e das empresas turísticas, tendo como principal função o tratamento, a combinação e a organização da informação turística.
Como sabemos, a internet revolucionou o turismo e, por conseguinte, o turismo electrónico provocou alterações no comportamento e na atitude do consumidor turístico. Possibilitando assim, a criação de uma viagem, a escolha de produtos, a promoção de informações, entre tantos outros, de acordo com os gostos e interesses de cada turista.
Neste sentido, as ferramentas de distribuição electrónica permitem a gestão da informação de forma eficiente e eficaz, tendo como finalidade centralizar toda a informação sobre os clientes de modo a poder conhecê-los, acompanhá-los e suprimir da melhor forma as suas necessidades e os seus desejos. Ajudam o “novo turista”, também pelo facto deste ser experiente e sofisticado, tornando-se bem informado e procurando valores excepcionais para o seu tempo e dinheiro.
Contudo, no que diz respeito aos Produtores/Fornecedores e às constantes mudanças do comportamento do turista, o enfraquecimento das relações entre os mesmos é cada vez mais acentuado, no entanto, existe uma maior facilidade de actualização electrónica da informação, permitindo também uma maior obtenção do feedback dos clientes.

